Sempre gostei de Abril e pouco de vitória vil
Este (futuro) será o Abril mais desafiador, desde o "nosso" 25 de Abril, a nossa revolução dos cravos. O meu paizinho que era Chico, mas não era chico esperto nasceu a 10 de Maio mas partiu a 10 de Abril de 75! Foi com ele e por ele que aprendi os valores humanos, antes sequer de saber o que er(r)a uma democracia e porque é que precisavamos de um palavrão desses para usufruirmos de dignidade, liberdade e fraternidade, a meu ver, os pilares essenciais para nos mantermos na humanidade. Grata, Francisco Guedes. Ainda aqui estás comigo, paizinho!
Abriladas são dignas de comemoração, quando manifestam contentamento pela coerência de escolhas e vão acomodando a liberdade e fazendo o 'chant' de ligação aos ideais de fraternidade, igualdade e liberdade. Os valores mais altos são os que defendem a dignidade sem a ultrajar, que exemplificam o progresso sem o fazer regredir ou sem o excluir, os que determinam a nossa alegria no dia-a-dia, sem colocar em causa, nem o quotidiano diário, nem hipotecar o futuro. O sonho comanda a vida e a união fará a diferença. Recordo com um saudosismo particular ao meu pai que me apresentou a grândola vila morena e o povo unido. Mantenho o nível de vigilância. A minha mãe que vê vídeos da dark web (acredito eu, por se tratar de conteúdos alienígenas) disse-me hoje, preocupada: Cristina, o último vídeo que ouvi, eles diziam textualmente: Você (ela) está a ser observada! A brincar (é que o macaco coisou a mãe), eu disse-lhe: Mãe, não precisa ir muito longe, estamos a ser observados por não-alienigenas, aqui dentro de casa, via tv e câmara! Desatei a rir e ela também, mas na verdade, procupam-me bastante mais os alienígenas que conheci nos meus 57 anos de vida, do que quaisquer alienígenas no espaço sideral, pela ausência de predicados humanos. Chamo-lhes bastardos. E posto isto, ponho mais um risco neste disco, estilo Herman José, e vou comer dois bocaditos de chocolate, que hoje estou uma 'mãos largas do caraças' e, claro, para combater o dito estrupício ócio, vou tratar de continuar a investigação que ando a fazer sobre quem me anda a investigar. Ciao, caríssimos. Que a corrupção (escusos poderes) seja entalada e descoberta para poder ser combatida. É ela que espezinha a saúde da sociedade e faz medrar o medo! Necessitamos de transparência, claridade, para renovarmos a confiança nos humanos, que são os nossos irmãos, não os grupos e os seus interesses sujos!Brindo com chocolate aos Franciscos idos, aos resistentes e aos que vão fazer frente aos amigos do alheio!Viva Luís Cílias, Viva Zecas Afonsos, Zé Mários Brancos, Adrianos Correias de Oliveira, Franciscos Fanhais e tantos mais! Seremos mais de mil a combater o vil, seremos mais de um milhão! Todos unidos, não para as selfies, mas para os dias depois deste Abril!
O povo unido jamais será vencido!
Nota de rodapé: O meu pai pegava no seu Simca mil e cem (para levar os meninos à estrela de Belém): GH-25-50, colocava a cassete enorme, vulgo cartuxo e passava a música proibida da revolução que viria a ser hino nacional da liberdade e eu adormecia depois de a ouvir um 'rôr' de vezes. As lullabies, mais vulgo ainda, canções de embalar ou ninar bebés do meu tempo cheiravam a revolução e a luta! A repetirmos ciclos que é para ver se não adormecemos nas curvas! Viva os Guerra Junqueiros!

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