A vida é propósito

 



Estamos a viver as consequências do pensamento divergente, das ações involuntárias e das reações sociais. Estamos no avesso da vida, focados na destruição. O conceito de amor incondicional (divino) está a ser demonizado pelo materialismo social exacerbado. Nós viemos aprender, conhecer, apreender, o amor é a ferramenta excelsa para mudar os resultados. Somos pura energia de manifestação com o poder de co-criar e atrair o que manifestamos. Agora, olhem ao vosso redor. São felizes? Estão a fazer os outros, à vossa volta, felizes? Se a resposta for não, desconstruam esses velhos paradigmas que não nos servem para recomeçar do zero, da folha em branco, do nada.

Tudo começa nas nossas relações de um para um. Com o outro. Com as coisas. Amar as coisas e usar as pessoas é o absurdo e a regressão a um estado primitivo de fracasso. Tal como viver para comer tem demonstrado o grande aumento de doenças comportamentais e psicopatológicas. Se nos mantivermos nesta senda da paixão pelo acessório e pelo ilusório que nos proporciona o materialismo, chegaremos à destruição massiva e maciça da humanidade.

A célula adoecida começa nas relações de um por um, no casal que se une para constituir e criar através do "amor" e da multiplicação. Não trazemos crianças ao mundo para que vivam no caos que escolhemos, trazemos crianças ao mundo para que estas possam dar continuidade ao plano escolhido na medida das aprendizagens e evolução. Amar não é possuir mas ter o discernimento que não somos nossos, os outros não são nossos, não podemos objetivar as pessoas e amar as coisas, não podemos permitir que tudo seja válido e sem coerência divina. O caminho que escolhemos trilhar tem que estar imerso no propósito e na paixão, para que seja concretizado, sem aumentar o sofrimento, sem violar o conceito do amor. Amar é cumprir a missão sem a comprometer, sem a enclausurar. O amor não é um adorno. Promover a autonomia, o desenvolvimento, o discernimento, a escolha, a proteção, o progresso de cada ser. 

Os nossos atos contaminados pelo pensamento divergente e materialista opõem-se ao sucesso da humanidade, na medida em que criamos o mundo através das imagens mentais que trazemos e, se este mundo - porque há outros - é habitado no estrangulamento do conceito principal, na abnegação e sacrifício da liberdade vital que trazemos desde que o amor materializa cada ser, bem-vindos ao paradoxo de inflação. Se mantivermos a gangrena sem a extirpação do membro infetado, em breve seremos a negação da vida enquanto espécie. 

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