Ella Foice & The Cure

 

 

Atravessando os túneis do tempo

apoiados em oráculos e pontos matemáticos

De Phollus a Nessus, passando por Chiron

Encontramos a flecha envenenada 

nas nossas vidas.

Nada tem de vanguardista

neste final de era, nada romântico,

de todo epicurista, sequer apátrida

antes apocalíptico, ignorante,

vertigo sem quimera. 

Que isso é neptuniano.

Apenas constatação do perigo 

se mantivermos

a mesma forma de olhar, 

a mesma residência.

Queiram Saturno moderado. 

 

 

Degladiamos e exaurimo-nos 

de estudos e cansaço

esgotamo-nos nas dores 

do nosso embaraço

Se Phollus cai em Aquário, 

onde acordamos e nos desfazemos

(Coletivo consciente) 

e constatamos o dom da claridade,

Nessus em Gémeos, os seus aspectos tensos.

 Adentremos nos espessos diluentes

da matéria do mestrado. 

Acreditamos na cura para a humanidade

Que nunca vem tarde,

quando se torna consciente, 

a matriz exposta e adoecida. 

Desmontar o entorno. Renomear a ferida. 

Refrasear o vocábulo, que isto de ser humano

é carregar uma língua viva. 

 

Dediquemo-nos a traçar 

o chamado impossível

resguardando, até aqui, o avançar a tese

não é bonito, nem catedrático 

e nem consta dos livrinhos 

da catequese, antes da catarse,

que é mais uma forma redonda 

de escolher ser monstro ou vítima,

verdade antes e depois do intervalo, 

luz ou sombra. 

 

E escrever o seu nome, 

num estado consciente,

revelando lucidez e discernimento

saber que podemos dar o passo,

que este é urgente, o de escolher

a coerência, 

ser vítima e alimentar o ciclo

ou acordar e curar décadas de vício,

Mais do que institucional, 

é pessoal e transmissível 

e a suma inclinação para o mal 

não pode engordar de vingança mas de cura. 

Depura a mente. 

 

E só chega através do amor,

da fé e esperança 

na irradicação dos falsos poderes

dos esconjuros deveres 

de perpetuar sevícias alimentadas

por um mais falso  estado desumano de ser.

Não viemos ao mundo - a este - 

para sermos tragados por omissas ostentações

de fracasso, visto do lado baço do espelho

das frustrações dos outros, embaraço.

Cortemos, então, os grilhões.

 

 

 

 

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